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A velocidade dos avanços tem tornado o mercado cada vez mais competitivo, trazendo como desafio a necessidade de encontrar o equilíbrio entre o novo e o antigo

O século XXI tem sido caracterizado pelas tecnologias e inovações que surgem a cada dia em vários setores, áreas e negócios. O maior desafio é conseguir absorver e utilizá-las da melhor forma possível, com equilíbrio aos modelos antigos. Se até especialistas em investimento de alto risco possuem dificuldades em descobrir inovações transformadoras, imaginem a liturgia de órgãos reguladores, para regular o "novo", assim como desregular e adaptar os modelos antigos, de uma forma que minimize os custos de transição.

Certamente, sempre teremos, de um lado, a resistência dos que são favoráveis aos modelos já implementados. De outro, os que são adeptos às inovações, como consumidores que estão sempre atentos à melhor oferta. Atualmente, temos exemplos de praticidade, eficiência e transformação ruptiva, como os aplicativos Uber, Waze, Airbnb, entre outros. A questão que fica é a de onde está o equilíbrio da gestão dos impactos da inovação e quem ganha a batalha? Ao lembrar-se de alguns planos adotados na tentativa de desindexação da economia, como congelamento de preços para combater inflação, nossa história confirma que é apenas questão de tempo para oferta prevalecer perante a procura.

A sociedade moderna deve apoiar a legalização, com os devidos impostos, de novas tecnologias e modelos de negócios inovadores que comprovadamente são produtivos. O que precisamos nos atentar é para a criação de benefícios dessa transição, para que aqueles que fazem parte do modelo anterior possam se adaptar rapidamente a essa modernização. Do contrário, é como ser contra o crescimento e a busca contínua por melhorias de eficiência e ganhos de produtividade. 

Precisamos também de investimento em educação para que os profissionais adquiram e desenvolvam habilidades que contribuam com o crescimento econômico real. Estudos como o ILC, que mensura o letramento científico da população, mostram que existe uma lacuna entre a necessidade do mercado e o conhecimento que os profissionais considerados "ativos" possuem.

Nossa sociedade, junto aos governantes, precisa de um plano em longo prazo, apolítico, que nos prepare para que no futuro, se algum dia não conseguirmos mais desenvolver nossa própria inovação, pelo menos, abracemos as invenções que surgirem, de forma rápida, eficiente e produtiva.

Ricardo Uzal Garcia é presidente da Abramundo.

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