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Adoção da tecnologia em cloud aparece cada vez mais como uma tendência irreversível, diante das possibilidades que já estão sendo colocadas em prática no mercado

Por tudo o que se escuta hoje em dia na mídia, ninguém mais tem dúvida que os novos modelos de adoção e consumo de tecnologia pela nuvem vieram para ficar. É verdade também, e isso é menos conhecido, que a participação da nuvem no mercado de TI ainda é relativamente pequena: o mercado mundial de software corporativo representou cerca de US$ 135 bilhões, em 2013, contra cerca de US$ 22,6 bilhões de SaaS, ou seja, cerca de 17% de market share. O pulo do gato são as taxas de crescimento: estima-se que SaaS esteja crescendo 5 vezes mais rápido que o software tradicional "on premise". Estes são dados do IDC.

Os fatos estão postos, as implicações ainda não estão totalmente claras. O primeiro aspecto a ser analisado é que pode haver mais uma grande virada na dominância do mercado de tecnologia. Não é seguro que os grandes players de software serão capazes de transformar-se na mesma velocidade que o mercado está mudando. Todos os grandes, sem exceção, vêm tentando desenvolver ofertas em nuvem, de todas as naturezas (IaaS, SaaS, PaaS). O problema é que há muitas amarrações internas que são difíceis de desfazer, desde sistemas administrativos de cobrança e faturamento aos incentivos dados à força de vendas. Olhando para janeiro de 2016, a Microsoft deu um salto a frente dos demais provedores tradicionais, ousando ao abrir o uso de software de concorrentes em sua plataforma de computação em nuvem.

A segunda implicação importante está no modelo de consumo. A contratação SaaS permite maior experimentação, reduzindo os riscos de grandes investimentos. Também abre possibilidades de crescimento paulatino na adoção de novas plataformas de TI, permitindo inclusive acomodar momentos de vales e picos de utilização de maneira mais transparente e economicamente viável. Ainda mais relevante, abre a possibilidade de deslocamento dos processos de decisão - e consequentemente dos orçamentos - das áreas de TI para as áreas de negócios. De certa maneira, é mais um processo de desintermediação possibilitado pela internet: a decisão de consumo vai diretamente ao consumidor.

Por fim, um dos dados mais impressionantes e que mostram o quão irreversível é a tendência: segundo a Cisco, já em 2014, 81% do tráfego de aplicações mobile foi baseado na nuvem. Como os dispositivos móveis devem progressivamente aumentar o domínio na ponta de consumo de informações, o aumento do uso da nuvem vem para ficar!

Mãos à obra!

Leonardo Vieiralves Azevedo é diretor da Habber Tec Brasil.

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